Florianópolis, 25/11/2011 – Um crescimento significativo nas áreas de saúde e educação é a principal conquista dos municípios da Região dos Lagos entre os anos 2000 e 2009. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostra que cidades catarinenses como Anita Garibaldi, Cerro Negro, Campo Belo do Sul e Capão Alto, além das gaúchas Pinhal da Serra e Esmeralda, apresentaram melhorias, durante esse período, de até 80%. O melhor exemplo é Cerro Negro. Na área da saúde, o índice Firjan do município saltou de 0,5185, em 2000, para 0,8191, em 2009. A educação ostenta atualmente um índice de 0,6650, contra 0,4333 registrado em 2000. O avanço em duas áreas prioritárias levou a cidade a subir 25 posições no ranking estadual.
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal é um estudo realizado anualmente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, cujo objetivo é acompanhar o desenvolvimento dos 5.564 municípios brasileiros em três áreas: saúde, educação e emprego & renda. O resultado é feito exclusivamente com base em estatísticas públicas oficiais, repassadas pelos Ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da cidade.
No caso da Região dos Lagos, o desenvolvimento pode ser creditado, em larga medida, à construção da Usina Hidrelétrica Barra Grande e aos projetos sociais apoiados pela BAESA (Energética Barra Grande). Entre 2001 e 2005, a obra gerou cerca de 5 mil empregos, proporcionando aumento do contingente populacional, circulação de moeda e aquecimento da economia. Após o início da operação da Usina, a manutenção dos bons índices deve-se à atuação da BAESA em parceria com as prefeituras e instituições regionais. A partir de 2006, a empresa intensificou a realização de projetos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, geração de renda, assistência social e segurança pública.
Já o índice que avalia Emprego & Renda comprova claramente a relevância da Usina Hidrelétrica Barra Grande para a Região dos Lagos. Na maioria dos municípios, os melhores índices foram registrados em 2005, exatamente no pico da obra. Nos anos seguintes, com a Usina já em operação, houve redução, pois o índice de Emprego & Renda contabiliza apenas empregos com carteira assinada, fato que prejudica municípios agrícolas, como é o caso da Região dos Lagos. Ainda assim, é importante destacar que, embora tenha havido redução, o índice em 2009 é, na maioria das cidades, maior do que o registrado em 2000, ou seja, o saldo após a implantação do empreendimento é positivo. |