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  Patrimônio Arqueológico
 
Os trabalhos referentes ao Projeto de Resgate e Preservação do Patrimônio Arqueológico revelaram presença de povos indígenas há mais de 700 anos na região. Um dos artefatos encontrados atesta a existência de uma antiga aldeia da Tradição Taquara (antepassados de populações indígenas Kaingang, datada do ano de 1640), e de um cemitério indígena de 660 anos. Outra revelação é que as populações indígenas que habitaram a Serra Catarinense cremavam seus mortos em fogueiras acesas em estruturas anelares. Esses locais eram usados como cemitérios.

Em todo o seu desenvolvimento, este Projeto contou com a participação de professores da rede pública de ensino dos municípios de Lages, Campo Belo do Sul e Anita Garibaldi, em Santa Catarina, e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul. Cerca de 100 profissionais frequentaram as oficinas de Educação Patrimonial, realizadas em encontros mensais e que abordaram assuntos como valorização do patrimônio cultural, introdução à arqueologia e proteção do patrimônio arqueológico.

O interesse dos professores pelo Projeto motivou a BAESA a firmar parcerias com o IPHAN, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões (Campus de Erechim). Um dos resultados dessa parceria foi a decisão de construir um parque arqueológico na região.

Assim, a BAESA adquiriu terras para a criar o Parque Arqueológico do Homem do Planalto das Araucárias, que está sendo construído em uma área com seis hectares em Pinhal da Serra. O Parque terá trilhas de acesso, passarelas para circulação de visitantes, sinalização dos sítios arqueológicos, cercamento, iluminação, sanitários e estacionamento. O objetivo é dispor de um local adequado para manter preservada a riqueza arqueológica encontrada.

Outra proposta aprovada foi o curso de Pós-Graduação em Arqueologia, viabilizado por um acordo de Cooperação Técnica entre a BAESA e a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões (Campus de Erechim/RS). O curso, composto por 12 disciplinas e com 360 horas/aula, foi realizado por 17 pessoas, a maioria com formação em ciências sociais.

Por solicitação dos professores que participaram das oficinas de Educação Patrimonial, a Scientia Consultoria Científica e a BAESA publicaram, em dezembro de 2007, a cartilha Uma casa muito diferente: conhecendo o patrimônio arqueológico do planalto sul-brasileiro, elaborada pelas pesquisadoras Ana Lucia Herberts e Fabiana Comerlato. Os 6 mil exemplares produzidos foram distribuídos nas escolas dos municípios da área de abrangência da Usina Hidrelétrica Barra Grande.

Com linguagem simples e acessível, a cartilha destaca aspectos interessantes sobre o cotidiano dos indígenas, como a importância do pinhão na alimentação dos povos, os objetos de caça e artefatos de cozinha, além dos buracos de bugres, casas subterrâneas construídas embaixo do solo para proteger as famílias do frio. Elaborada em formato de estórias em quadrinhos, a cartilha também menciona livros sobre arqueologia e lista recomendações para preservar os sítios arqueológicos.

Os participantes das oficinas de Educação Patrimonial também solicitaram a elaboração de um livro que relatasse as atividades desenvolvidas, de modo a reunir informações sobre o Programa de Resgate e Preservação do Patrimônio Arqueológico.

Assim, em maio de 2008, a Scientia Consultoria Científica e a BAESA lançaram a obra "Oficinas de Educação Patrimonial na Usina Hidrelétrica Barra Grande". Em 120 páginas, o livro descreve as diversas ações realizadas nas oficinas com os professores e também explica didaticamente conceitos relacionados à arqueologia, como sítios arqueológicos e tipos de artefatos elaborados pelos antigos habitantes da região. Os exemplares também foram distribuídos em escolas, bibliotecas e prefeituras da região.

Além da cartilha e do livro, também foi produzido o vídeo "Arqueologia na Usina Hidrelétrica Barra Grande". Com 8 minutos de duração, o vídeo relata todo o Programa de Resgate e Preservação do Patrimônio Arqueológico, explicitando os resultados das pesquisas arqueológicas, as características dos antigos habitantes da região e mostrando, passo a passo, como é feito o trabalho arqueológico. Seus exemplares também foram distribuídos em escolas, bibliotecas e prefeituras da região.
 


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