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Usina Hidrelétrica Barra Grande

 
       
   
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  Qualidade da Água
 
O projeto de Monitoramento Integrado da Qualidade da Água é composto por quatro projetos. São eles:

a) Observação das Condições Hidrológicas

Este projeto tem por objetivo fazer o acompanhamento periódico das vazões afluentes e efluentes do futuro reservatório. Para tanto, foram instaladas seis estações de monitoramento nos principais afluentes e no corpo do rio Pelotas. Cada uma dessas estações é composta por linígrafos digitais responsáveis pela medição das vazões.

b) Monitoramento das Condições Limnológicas e da Qualidade da Água

Este projeto consiste na realização de coletas de água para análise em nove pontos de monitoramento. São analisados dados físicos, químicos e bióticos (Fito e Zooplâncton). Com base nas amostras coletadas, é possível identificar fatores que interferem na qualidade da água, como a presença de coliformes fecais, clorofila, oxigênio, amônia, fósforo sedimentos, temperatura e a turbidez da água e outros.

O estudo desses parâmetros ajuda a determinar existência de possíveis fontes poluidoras, capacidade do reservatório para depuração de poluentes e a qualidade da água do futuro reservatório.

A qualidade do rio Pelotas situa-se entre os níveis "Boa e Ótima". Conforme a resolução do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), nº 20, de 1986, as águas do rio Pelotas estão categorizadas como classe 2, podendo ser usada para o abastecimento doméstico após tratamento convencional, irrigação de lavouras e criação de peixes.

c) Monitoramento das Macrófitas Aquáticas

Cumpre a este projeto fazer o levantamento e o mapeamento dos potenciais focos de macrófitas aquáticas na área de influência direta do futuro reservatório, bem como a identificação de espécies, quantificação do problema (potencial que essas espécies têm para infectar o lago) e proposição de medidas de controle mediante a elaboração do Plano de Manejo e Controle das Macrófitas Aquáticas no AHE Barra Grande.

d) Monitoramento das Condições Hidrossedimentológicas

A formação do lago da Usina Hidrelétrica Barra Grande é um novo componente regulador das vazões naturais do rio Pelotas, conhecido por suas cheias repentinas e secas acentuadas. A construção da obra permite o controle do fluxo de água, evitando variações bruscas, reduzindo a incidência de enchentes e beneficiando as comunidades lindeiras.

O fluxo contínuo da água pode provocar o escoamento de material das margens e sedimentação do fundo do lago, prejudicando a operação da Usina face à redução do volume de água ou à obstrução da tomada d'água.

Para evitar tais problemas, o projeto "Monitoramento das Condições Hidrossedimentológicas" faz uma análise histórica das mudanças no regime de vazões da água do rio e do transporte e deposição de matérias.
 


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