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  Educação Ambiental
 
O projeto de Educação Ambiental visa à conscientização das comunidades para a importância da preservação do meio ambiente. Para concretizar o projeto, a BAESA firmou contrato com o Laboratório de Educação Ambiental da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (campus de Erechim/RS). O curso de Educação Ambiental (EA) foi segmentado em duas atividades distintas:

- EA Formal: voltada aos professores das redes pública e privada de ensino, estimulando a análise e o debate sobre o tema, com vistas a capacitar o corpo docente.

- EA Não-Formal: destinada às comunidades dos municípios da área de abrangência da Usina Hidrelétrica Barra Grande, com enfoque mais generalista, adequado à realidade das comunidades, e com sua forma de abordagem mais simples e acessível.

O curso de EA Formal, já concluído, contou com a participação de 225 professores, divididos em cinco turmas: uma com docentes de Vacaria (RS), outra de Bom Jesus (RS), uma terceira de Esmeralda e Pinhal da Serra (RS), outra com professores de Lages (SC), e a última com docentes de Capão Alto, Campo Belo do Sul e Cerro Negro (SC).

O curso foi dividido em três fases e durou 18 meses. A primeira fase contou com a apresentação de seis módulos:
1º) fundamentos teóricos sobre EA;
2º) problemas ambientais e estratégias éticas para solução;
3º) educação para a conservação da natureza;
4º) o patrimônio arqueológico, histórico, paisagístico e cultural da região;
5º) a construção da Usina Hidrelétrica Barra Grande na região: suas interferências e ações técnico-científicas do PBA; e
6º) metodologias para o trabalho com a EA nas escolas.

Na terceira fase, os professores apresentaram seus projetos no 3º Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental, realizado de 4 a 7 de outubro de 2004 no campus da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no município de Erechim.

O curso de Educação Ambiental Não-Formal iniciou-se em dezembro de 2004. Primeiramente foram estabelecidas parcerias com oito municípios da região: Anita Garibaldi, Cerro Negro, Campo Belo do Sul e Capão Alto, em Santa Catarina; e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul. Em seguida, foram realizadas reuniões para definir assuntos e o apoio de outros órgãos, como a Empresa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sindicato dos Trabalhadores Rurais dos respectivos municípios, Vigilância Sanitária e Pastoral da Criança.

Em abril de 2005, começaram os encontros com a população. O assunto em pauta foi a Agenda 21 e os temas relativos à coleta de lixo, recursos hídricos, preservação de espécies vegetais e animais e combate à poluição dos rios.
Em agosto de 2005, foi realizado o Seminário de Meio Ambiente em todos os municípios participantes. Em discussão, a conservação de matas ciliares, monitoramento da fauna e flora, e o reflorestamento de espécies nativas.

No primeiro semestre de 2006, as crianças da região também participaram de evento semelhante: o Encontro Infanto-Juvenil de Meio ambiente, realizado em todos os municípios participantes. Durante dois dias, as crianças realizaram tarefas culturais e oficinas de aprendizagem para entender e discutir a conservação da biodiversidade. Desenvolvido de forma lúdica para atrair a atenção das crianças, o Encontro privilegiou as atividades mais apreciadas por elas, como música, teatro de bonecos, oficinas e gincana. Participando das atividades, as crianças aprendem lições sobre a preservação dos recursos naturais, especialmente a importância das araucárias, a interação entre plantas e animais, a organização dos insetos sociais e a importância das mata ciliar para a manutenção da qualidade da água dos rios.

Durante o Encontro, as crianças receberam cartilhas sobre a importância da preservação ambiental. Uma das mais interessantes é a "Araucária: o nosso pinheiro brasileiro". Elaborada em formato de histórias em quadrinhos, a cartilha aborda diversos aspectos característicos da araucária, como a altura, as pinhas, a forma de reprodução da espécie, o valor nutritivo dos pinhões e seus variados pratos, os segredos medicinais e a importância da árvore para o crescimento de outras espécies, como a canela, a erva-mate, a guabiroba, o xaxim e a imbuia, e também de espécies animais, como a gralha azul, o papagaio-charão, a cutia, o lobo guará e a anta.

Outra atividade muito utilizada para conscientização ambiental foi a realização das Trilhas Interpretativas, atividade que consiste em despertar nas pessoas o valor da natureza. Para tanto, as crianças foram desafiadas a apurar os sentidos (tato, olfato e audição) durante uma caminhada por dentro da mata.

Com os olhos vendados, os alunos aprenderam a reconhecer as plantas e os animais pelo toque, cheiro e som. A idéia é que o ato de tocar os seres vivos que habitam a mata e sentir-se mais próximo da natureza faz com que as pessoas passem a "enxergar" um novo ambiente, que sempre esteve perto mas que passava despercebido. Além disso, as Trilhas Interpretativas também ajudam a fortalecer a importância da natureza, mostrando aos participantes toda a sua diversidade, dinâmica e beleza.
 


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